Um novo amor pra você
Hoje eu quero te dar só um presente
Vai ser algo que te faz sorrir
Numa imensa caixa pra você abrir
E rever um amor que estava ausente
Você vai descobrir um novo amor
O conforto para sua dor
A cor em suas pinturas
Sanidade pra suas loucuras
Seu herói se preciso for
Saiba que, desta vez, o que digo aqui
Não é mais só uma poesia
De um louco que escrevia
Mas errava em seu agir
São versos vivos como eu, e agora sou o que escolhi
E sei que sou melhor assim
Vão falar que não sou eu
Mas direi: “O amor venceu o pior que havia em mim”
Se esse teu doce sorriso foi por mim que apareceu
Hoje dou a maior jóia que um dia Deus me deu
Sei, só há uma maneira de evitar tanto sofrer
Por isso, a este amor tão raro
Minha vida entrego inteira, transformada por você
Você agora tem um novo amor
O conforto para sua dor
A cor em suas pinturas
Sanidade pra suas loucuras
Seu herói, se você quiser, eu sou
Davi Correia Soares
Escrito por Davi Soares às 22h29
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O vento sob suas asas
Quando você estiver só
E ninguém vier ajudar
Se a vida der um nó
E não conseguir desatar
Mande-me uma mensagem
Faço até uma viagem
Para encontrar você
Serei seu porto seguro
No presente e no futuro
Pois ouvir você chorando
É o mais triste sofrer
Acaso você me chame
E neste dia eu não chegar
Não vá pensando mal
Que eu quis te abandonar
Pois, posso ter morrido
na pressa de te encontrar
Sem minha vida ao seu lado
Não quero que se revolte
Nem pense em invocar a morte
Que não é a solução
Não foi por ter me chamado
Que acabei perdendo a vida
Minha missão foi cumprida
Com muita dedicação
Em sua vida serei vento
Sob suas asas sustentando
Altos vôos ao firmamento
Sempre a incentivando.
Davi Correia Soares
Escrito por Davi Soares às 22h27
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Uma homenagem...
Minha mãe. Uma grande mulher.

Escrito por Davi Soares às 22h13
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Mª Helena Correia Soares
Maria Helena Correia Soares nasceu no dia 11 de abril de 1951 em Tanque d’Arca, onde hoje é a cidade Anadia. Foi a filha caçula de uma família humilde de seis irmãos. Claudionor, José, Rubian, Maria Eugênia e Telma cresceram junto com Helena em Anadia, e depois de algum tempo vieram morar em União dos Palmares. João Correia de Araújo era eletricista e depois comerciante. Foi um pai dedicado e se esforçou bastante para criar seus filhos ao lado de sua companheira Maria Dasdores Correia de Araújo, mãe que dedicou sua vida aos filhos. Eles passaram para Helena valores como o amor, honestidade, respeito, amizade, fé em Deus e humildade.
Helena se formou em 1973 em pedagogia no Colégio Santa Maria Madalena, onde conheceu o amor de sua vida, Antonio Soares. Nessa época ela descobriu sua vocação para o ensino, ao qual dedicou o resto de sua vida. A marca de sua personalidade era a simpatia com que tratava as pessoas. Procurando solucionar conflitos sempre com equilíbrio e sensibilidade, ela conquistou a amizade e o respeito das pessoas com que convivia no trabalho e na vida social.
Em 24 de setembro de 1972 eles se casaram e, depois de uma perda inesperada de um casal de gêmeos, tiveram quatro filhos: Thiago Antonio, Samuel, Davi e Allana Margareth. Helena foi uma mãe muito carinhosa e cuidadosa com seus filhos, não medindo esforços para agrada-los. Ela foi e ainda é um modelo de mãe, companheira e uma pessoa humana apaixonada pela vida, tanto para sua família quanto para os amigos que fez durante sua caminhada.
Em 07 de abril de 1976, foi contratada pela Prefeitura de União dos Palmares para ensinar no primário do Grupo Escolar Fernando Juazeiro. Depois de algum tempo ensinando, fez uma especialização em Pedagogia no CETEPA, onde pôde aprimorar seus conhecimentos e consolidar amizades com os colegas de trabalho.
Helena tratava os estudantes com um carinho de uma mãe e fazia o possível para atender às necessidades de todos. Ela se entristecia e se indignava diante da miséria vivida pela maioria de seus alunos. E se esforçava para dignificar e qualificar o ensino público em União dos Palmares.
No início dos anos 90 foi nomeada diretora do Grupo Escolar Fernando Juazeiro e realizou um trabalho que conseguiu integrar todos os funcionários em um projeto de qualificação do ensino na escola. Nessa mesma época, iniciou um tratamento contra o câncer de mama, mas, mesmo assim não deixava de freqüentar a escola e desenvolver as atividades pedagógicas, nem de cuidar de sua família e da filha recém-nascida Allana Margareth.
A história de Helena Soares foi interrompida em 18 de abril de 1995, mas o que ficou foi uma lição de amor à vida, à família e às amizades que conquistou em sua caminhada em defesa de uma educação digna para as pessoas mais humildes. Depois de toda a luta e o sofrimento por que passou, Helena partiu ao encontro de Deus com a certeza de que sua família, alunos e amigos continuariam sua missão de formar seres humanos conscientes do papel fundamental do amor na construção de uma sociedade mais justa.
Escrito por Davi Soares às 22h09
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Exterminar é a solução?
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Ano I - Edição n° 23 - de 11 a 25 de junho 2006 |
Segurança Exterminar é a solução?
"A sociedade tem seus tribunais de rua baseados em preconceito e ignorância"
Davi Soares(*)
A violência em União dos Palmares chegou a um nível alarmante nos últimos meses. Até maio deste ano, foram nada mais que 39 assassinatos por armas de fogo. Este fato nos provoca a refletir sobre as causas da violência e sobre como devemos agir diante das várias formas em que ela se apresenta.
Primeiramente devemos combinar o seguinte: não há bandido bom, morto ou vivo, pilantra ou vingador. Bandido é uma pessoa que por algum motivo se desviou do que é tido como certo na sociedade. Se houver um grupo de extermínio agindo em União dos Palmares, significa que há bandido matando bandido.
Algumas perguntas são indispensáveis: Um gabiru é bandido? Um político sanguessuga é bandido? Um prefeito que não presta contas de suas ações é bandido? Um corrupto é bandido? E um deputado recordista de faltas, é bandido? E um que incita o extermínio? Pois é... As respostas parecem óbvias, mas nem tanto assim.
Não há resposta da sociedade para estes atos de pilantragem que têm conseqüências mais diretas em nossa vida do que o assalto do mercadinho, ou o roubo de seu celular. Além disso, as pessoas só aprenderão o valor dos direitos humanos quando souberem o que é isso.
As TVs mostraram recentemente a história de um homem que passou metade da sua vida preso por homicídio e só há pouco conseguiu provar sua inocência. Saiu cego e velho da cadeia, mas está livre... e rico. Ganhou uma bolada por danos morais. Mas se fosse pela mentalidade de muitos "Jefersons Morais" da vida, ele estaria morto. Justiça só é justiça quando há possibilidade de recuperação do ser humano. Essa possibilidade não existe nem nos presídios nem na sociedade.
Se um jovem se desvia do caminho correto, a atitude condenatória da sociedade, de exclusão, só lhe mostrará o crime como a única saída para sua sobrevivência. A sociedade tem seus tribunais de rua baseados em preconceito e ignorância sobre os fatores que geram a violência. Isso só afunda ainda mais o ser humano sem educação na lama da criminalidade, da revolta.
Não é Bolsa Escola, nem grupos de extermínio que garantirão a paz. É preciso mostrar alternativas para quem está no crime e para quem ainda não entrou nessa vida, principalmente para estes últimos.
O que temos a oferecer de bom? Violência ou inteligência? Comodismo ou ação? Euforia ou conscientização? A paz sem voz?
Enquanto procuramos as respostas, Lula pode se reeleger em primeiro turno. E os gabirus, sanguessugas e mensaleiros já passeiam comprando os votos da população. Estão aí cooptando os cabos eleitorais (cabo vem de chefe militar, graduação acima de soldado) para comandar o exército de eleitores, o soldo são notas de 10, 20 ou 50 reais, suas armas são seus votos. O "fogo amigo" é o resultado. Não são balas perdidas, são armas vendidas.
________ * Jornalista
Escrito por Davi Soares às 11h11
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Escrito por Davi Soares às 10h38
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Escrito por Davi Soares às 10h29
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Escrito por Davi Soares às 10h26
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Escrito por Davi Soares às 10h20
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